Ano, 2004. Ficou combinado. Cinco rolos de Fuji Superia ISO 1600 para cada um. Somos quatro fotógrafos. Putz, o Alessandro não usa mais negativo, comprou uma digital. Traidor do movimento. E agora, ele participa? Participa. Ano eleitoral. Vem prefeito novo? Grandes apostas na reeleição. Agora é hora de apoio. Não me lembro de quem partiu a ideia, acho que foi o Leonardo. Registrar o cotidiano do Terminal Central de Integração de Piracicaba, com a fotografia. Conseguimos autorização de uma semana para recortar o movimento daquele lugar, a qualquer hora do dia ou da noite. Seguindo as regras, terminei meus cinco filmes em quatro dias. Após uma semana, nos encontramos, revelamos e digitalizamos nosso trabalho. Menos o Alessandro que já sabia de tudo. Ficou excelente o resultado. Resolvemos os valores da exposição, local, suporte e tudo o mais. Com amostras nas mãos, batemos na porta do então secretário de trânsito Eduardo Gianetti, que até então era o parceiro da empreitada. Cabisbaixos, saímos da sala. O valor oferecido ficou aquém do esperado. Resultado? Essas fotos foram parar no limbo. Até que há pouco tempo, revirando meus arquivos, encontrei as ditas cujas. Já inclui uma aqui. ‘Assentos’. Nós quatro somos, em ordem alfabética: Alessandro Maschio, Fábio Mendes, Leonardo Rodrigues e Mateus Medeiros.
Seguem algumas minhas, que encontrei. Alessandro, Léo e Mateus, tirem-as do limbo também. Enviem-me para finalmente a exposição sair. O espaço é humilde, pequeno, mas de muito respeito.
Inté.

Terminal Central de Integração

Terminal Central de Integração

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