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Pulsar

Benjamin Garcia de Matos. ©2012. Fábio Mendes.

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de grandes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.”
(SÊNECA, Sobre a brevidade da vida).

Exposição Pulsar – A Existência da Vida Humana, de Fábio Mendes, Rafael Galdino e Rober Caprecci. Visitações de 5 a 26 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 16h.

 

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Segurança no campus

É a vez dos vigilantes na série dos profissionais que cuidam do campus Taquaral da Unimep. Junto ao meu amigo e jornalista Leonardo Ribeiro, nós registramos o dia-a-dia dos profissionais que guardam e traz segurança aos alunos e funcionários da instituição.

Conheça alguns desses personagens que faz e fizeram parte da história da Unimep com o texto de Leonardo Ribeiro. Realizado no ano de 2009.

Vigilantes

          Camisas azuis, calças pretas e olhares atentos. Espalhados por todos os setores do campus Taquaral, mas quase não notados, os seguranças da Unimep trabalham as 24 horas do dia em três turnos. Das 6h às 14h, das 14h às 22h e das 22h às 6h, a profissão exige lealdade às regras.

          E se o trabalho é cumprir as ordens, a palavra mais habitual na boca dos seguranças é o “não”. “Ninguém gosta muito de segurança, sempre fala não, não pode isso, não pode aquilo”, comenta José Mariano Aguiar, há 20 anos na profissão. Apesar das negativas, o trabalho serve de suporte aos alunos. “Olhamos todos os carros, verificamos se os vidros estão abertos. O aluno é nosso cliente”, enfatiza Mariano.

José Mariano Aguiar. © 2009. Fábio Mendes.

           Alguns “clientes” no entanto, não entendem algumas proibições, como a recente lei antifumo. “Falta um pouco de consciência social, não fomos nós que inventamos isso. Nós cumprimos regras”, declara José Rafael de Oliveira, que começou no ramo fazendo “bico” em boates e supermercados, se especializou e há 6 anos está na Unimep. “Não é porque paga a faculdade que pode fazer o que bem entender. Mas felizmente há muitos que colaboram com nosso trabalho”.

José Rafael de Oliveira. © 2009. Fábio Mendes.

          Se dizer não é uma rotina, a solidão é um costume na vida dos seguranças. Com uma escala de trabalho em que os postos se alteram a cada 15 dias, são várias as situações em que passam horas comunicando-se apenas por rádio, limitação esta que consolida um vínculo entre eles. “A amizade é o maior valor que carrego comigo desde que cheguei à Unimep”, garante Meire Andrade, há 14 anos na instituição.

Meire Andrade. © 2009. Fábio Mendes.

“Causos”

           Trabalhar como segurança acarreta perigos. Que o digam os escalados para o turno da madrugada. Pouco iluminado, o campus Taquaral é palco de histórias curiosas que muitas vezes terminam em risos. Em outras, acabam em suspense. Rodeada por canaviais, a fazendinha é o posto mais repudiado entre os seguranças. “Na fazendinha não dá para enxergar nada, é muito escuro. As vezes o ruído de uma coruja ou o estalo de um bambu assusta”, comenta Rafael.

José Rafael de Oliveira. © 2009. Fábio Mendes.

          As lendas também ganham espaço na história do local. “Tem gente que descreve uma loura, de vestido branco, que teria sido vista arrastando corrente nos pomares”, diverte-se Rafael, que também ostenta no currículo uma história engraçada. “Quando fui vigiar o teatro, percebi que é muito escuro e quieto. Lá são guardados muitos bonecos de pano, o que na época eu não sabia. Um dia, um deles caiu e eu reagi ao movimento dando um soco no boneco. Ainda bem que era um boneco”, diverte-se.

José Mariano Aguiar. © 2009. Fábio Mendes.

 

 

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Trabalho bem feito

Dando continuidade a reportagem sobre os trabalhadores da Unimep, seguem mais duas histórias de outros profissionais que cuidam do campus Taquaral. Luiz Lopes Ribeiro, o Luiz do Caminhão e José Alves da Silva, o Galego. Texto de Camila Gusmão.

Quem disse que homem não conversa com as plantas? Luiz Lopes Ribeiro, 62, conhecido entre os colegas como o motorista do caminhão, faz isso. Ele que é o encarregado da turma de jardinagem, ora ou outra se depara conversando com lírios e outras plantas espalhadas nos campi.

“A natureza é como criação (comparando com animais), você poda e elas agradecem, gostam de carinho”, conta, ele que também cuida aos finais de semana do seu sítio em São Pedro. Sua única filha Rebeca já segue a mesma. Ela é estudante de biologia. Ribeiro trabalha na Unimep há 31 anos, e também ajuda na manutenção do campus: desde buscar uma tábua na marcenaria até recolher e levar a grama cortada para o local onde vai todo o material orgânico retirado do campus.

Pai de um casal, o menino mais velho com 18 anos, aluno de fisioterapia na Unimep, José Alves da Silva, 43, o Galego, veio de Porto Calvo, em Alagoas, para trabalhar em Piracicaba, e hoje tem 14 anos de profissão. Com todos os aparatos que o serviço pede, silenciador para ouvidos, protetor facial, óculos, avental, botas e luvas Galego fala que o seu maior prazer é concluir o serviço. Ao finalizá-lo ele conta que “é de encher os olhos”.

Luiz Ribeiro. ©2009. Fábio Mendes.

Luiz Ribeiro. © 2009. Fábio Mendes.

Luiz Ribeiro. © 2009. Fábio Mendes.

Luiz Ribeiro. © 2009. Fábio Mendes.

José da Silva. © 2009. Fábio Mendes.

José da Silva. © 2009. Fábio Mendes.

José da Silva. © 2009. Fábio Mendes.

José da Silva. © 2009. Fábio Mendes.

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