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Light Painting

Confira fotos com a técnica “Light Painting”, realizadas em oito mãos por:  mim, Ivan Moretti, Luana Costa, Paulo Heise. Duas delas foram publicadas no suplemento do Jornal de Piracicaba em comemoração ao aniversário da cidade. As quatro imagens foram realizadas na mesma noite.

Inté.

Casa do Povoador 2010. © SIM. Todos os direitos reservados

Vista de Piracicaba sobre prédio abandonado. © SIM. Todos os direitos reservados.

Piracicaba vista dentro de prédio abandonado. © SIM. Todos os direitos reservados.

Capela de São Pedro, no bairro Monte Alegre. © SIM. Todos os direitos reservados.

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Nogueira

Nogueira

O fotógrafo Antonio Nogueira Neto, o ‘Seu’ Nogueira, nasceu em Araripe no Estado do Ceará e mora em Piracicaba desde ‘mocinho’, como gosta de dizer. Está a mais de cinqüenta anos casado e tem dois filhos. Em outubro de 2010 completa 80 anos. “Quanto mais vivo, mais aprendo, graças a Deus” diz. Conheço-o desde a época em que eu trabalhava no laboratório fotográfico da saudosa Zoom Bischof, da rua Governador Pedro de Toledo. Foi ali, que fiz grandes amizades com muitos fotógrafos de Piracicaba e região. Porém, quem buscou este fotógrafo para a entrevista, foi meu camarada Rober Capreci. Além de se conhecerem por causa da profissão, foram moradores do mesmo bairro, o dos Alemães, em que eu, por coincidência, vivi muitos anos de minha vida.
Segue a entrevista.

Quando começou a fotografar?

O ano não me lembro, faz mais de quarenta anos. Quando comecei ainda era foto branco e preto, depois que vieram as fotos coloridas. Eu fiz muita foto branco e preto, pôster, quadro, entregava e vendia ‘prá fora’. Naquele tempo, as coloridas vinham de São Paulo. Eu ia duas vezes por semana levar os serviços por lá.

Era sempre você que levava os serviços até lá?

O colorido no começo era, levava e trazia. Depois vieram os ‘viajantes’ deles (dos laboratórios) que faziam esse trabalho.

Como aprendeu a fotografar?

Prá falar a verdade, eu aprendi sozinho, eu e a máquina. Eu fiz curso de correspondência, mas a maior parte foi ‘lutando’ com a câmera. O curso apenas ensina a teoria.

Você tinha algum fotógrafo de referência no início da sua profissão?

Tinha o Jorge que eu gostava de conversar e o Turim, que me deu algumas lições para fotografar em igrejas.

Casa do Povoador em 1982. © Foto Nogueira.

Em laboratório, você já revelou e ampliou seus próprios trabalhos?

Eu tive laboratório, fazia revelações e depois passava em papel. Todos os tamanhos eu fazia, desde a 20×25 até 10×15, 30×40, 50×60. Quantos quadros eu fazia e vendia! Naquele tempo era bom, tinha bastantes clientes. Eu tinha até vendedor.

Em que área da fotografia atuava?

Eu fazia casamentos, batizados, aniversários, todos os ‘tipos’ de fotos. Dispensava casamentos de tanto que tinha. Batizados eu fazia quase todos os domingos, às vezes nas igrejas São José, São Judas Tadeu, na Vila Rezende. Muitos casamentos e batizados fiz com o padre Jorge. Hoje, por causa da minha visão que está fraca, meu filho Raul é quem faz os trabalhos.

Catedral de Santo Antonio nos anos 80. © Foto Nogueira.

O que mais gostava de fotografar?

Tudo. Fazia o que era preciso, casamentos, batizados e outros serviços que apareciam. Por causa da fotografia nunca fui empregado, sempre trabalhei por conta.

Algum momento marcante em quanto fotógrafo?

Não existem coisas que a gente põe na ‘cuca’ e nunca esquece. Pra mim tudo foi bom. Não tinha freguês ruim, todos eram bons, aquele que não pagava também considerava bom e assim é a vida.

Mas não tem nenhuma história curiosa pra contar?

Uma vez aconteceu, na igreja Bom Jesus, eu estava fotografando um casamento e a energia acabou. O padre continuou a celebrar e continuei a fotografar no escuro, com flash. Quando acabou o casamento o noivo perguntou se ia sair alguma foto. Eu disse a ele: “sai sim’’. Quando mandei revelar as fotos, tudo em ordem, tudo perfeito, porque o flash clareava tudo. Foi isso que lembro que me marcou, a energia acabou e o padre não parou de celebrar o casamento.

Nogueira com a família em 1982. Arquivo pessoal.

Mas como você acertava o foco no escuro?

Ah, a máquina já ficava no foco, deixava na distância ‘tal’ e depois é só apertar o gatilho. Conforme a distância, como daqui até aí ou um pouquinho mais longe já deixo no foco e não tem perigo não.

O que ainda não fotografou?

Não tenho mais vontade de fotografar, ainda mais hoje, que a visão não ajuda. Vamos deixando pros outros.

Assista a entrevista em vídeo.

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Na pisada da ema eu fui

Na pisada da ema eu vou!

Na pisada da ema eu vou!

A Ema do artista plástico e músico Tony Azevedo está solta na Casa do Povoador, até o dia 28/02/2010. Trata-se da exposição coletiva, “Na pisada da ema eu vou”. A curadoria ficam a cargo do próprio Tony junto a artista plástica e fotógrafa Camila Daniele. A abertura aconteceu no dia 4, que contou com a presença do Porto Maracatu. Os trabalhos retratam o carnaval pós-Bloco da Ema em nossa cidade.

Como meu “negócio” é fotografia, corri para ver as imagens da Camila Daniele e do fotógrafo Daniel Damasceno. Algumas imagens em preto e branco foram expostas pelo Damasceno “da época do negativo”, como disse ele. Camila distribuiu várias fotos no tamanho 6×9 cm do Bloco da Ema, em seus quatro anos de carnavais.

Confira!

Fotos: Fábio Mendes. Todos os direitos reservados.

 

Na pisada da ema eu vou!

Camila Daniele e Tony Azevedo.

Na pisada da ema eu vou!

Tony.

Na pisada da ema eu vou!

Fotos da Camila Daniele.

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