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Claudio Franchi

O piracicabano Claudio Alexandre Franchi frequenta quase todos os finais de semana igrejas, sítios, salões e outros variados locais para registrar casamentos. Com sua experiência de vinte e quatro anos, hoje Claudio Franchi, nascido em 04/06/1971 e o seu Studio A são famosos em coberturas fotográficas de uniões matrimoniais e eventos com “muita luz” como ele gosta de dizer. O começo foi difícil como da grande maioria que busca sucesso profissional, e neste ano de 2012 o fotógrafo quer compartilhar o seu “know-how” e oferece curso para quem estiver interessado em tornar-se um fotógrafo de eventos. Pai de três filhos – um menino e duas meninas – é casado e junto à esposa, tem uma companheira de lar e de trabalho, pois ela também fotografa. Segue abaixo um bate papo com o fotógrafo sobre o seu difícil aprendizado em que precisou melhorar sua postura diante do exigente mercado, para conquistar mais e melhores clientes. Uma breve aula para quem pretende entrar e competir nesta profissão.

Claudio Franchi. © 2011. Fábio Mendes.

Como iniciou com a fotografia?

Foi por necessidade financeira. Precisava de um emprego para ajudar a minha família e soube que a loja de fotografia Jetcolor precisava de balconista. A loja ficava na rua Governador Pedro de Toledo em frente a loja Baby Calçados. Havia uma banca de porta retratos e no balcão só mulheres podiam trabalhar. Minha função era olhar esta banca contra “trombadinhas” que poderiam roubar os produtos expostos. A loja fazia uma média de quinze reportagens de casamentos por sábado. Quase todos os fotógrafos da cidade faziam free-lance para a Jetcolor. Eu me interessei e comecei a ajudar os fotógrafos. Fui auxiliar do querido e saudoso, Antonio Prezotto. Isso foi em 1986. Em quatro meses deixei de olhar a banca para cuidar dos equipamentos fotográficos. Havia entre 40 a 50 baterias para recarregá-las toda a semana. Verificava os cabos dos flashes e montava as bolsas dos fotógrafos. O meu patrão era o Roberto Ascari, que hoje comanda a loja Spavieri. Eu também ajudava a montar os álbuns de casamento e isto me despertou uma vontade em fotografar. A Jetcolor abriu as portas para mim. Permitiam-me que levasse os equipamentos para casa nos finais de semana para me aprimorar tecnicamente. Eu levava uma câmera 6×6 – que tem os negativos maiores, de 120 mm – e flash Mecablitz, um equipamento difícil de trabalhar. Eu fotografava a minha família e o pessoal da loja analisava e corrigiam as fotos. Mas era tudo muito complicado, fotografava no final de semana, enviava os filmes na segunda-feira para Tupã e demorava uma semana para revelar. A impressão levava mais vinte dias para ficar pronta. Para você ver uma foto impressa levava um mês.

A Jetcolor foi referência de fotografia na cidade. Havia uma vitrine enorme no interior da loja onde ficavam as fotos dos casamentos, expostos. Os casais que passavam em frente da exposição, entravam e contratavam os serviços da loja. O Antonio Prezotto era o “relações públicas” da empresa. Ele que fechava os contratos dos casamentos. Havia poucos concorrentes nesta época. Eu não sou tão velho assim, mas o único que concorria era o Cícero (Correia dos Santos), que estava parando de fotografar casamentos, ele fotografava muitos clubes e seus carnavais.

© Foto Claudio Franchi/Studio A

Quanto tempo trabalhou nesta empresa?

Fiquei por um ano. Teve um sábado na loja que tivemos vinte casamentos e só havia dezenove fotógrafos. O Roberto me chamou e disse: “Não tem outra opção, você tem que ir”. Questionei que eu não tinha experiência e não tinha nem carteira de habilitação, pois era menor de idade. Mas não teve argumento. A loja tinha um fusca e me levaram até o evento que foi dentro da Usina Costa Pinto. Foi um casamento muito simples. Antigamente os casamentos eram feitos dentro de casa, menos requintados do que são hoje. Fui lá. Fiquei muito nervoso. Fiz oitenta fotos, que na época era um absurdo esta quantidade, pois os filmes tinham apenas doze chapas. Este foi o meu primeiro casamento.

Fotografou sozinho este casamento?

Sim. Na época não tinha equipe, no máximo um auxiliar. Eu auxiliava o Antonio Prezotto. Chamávamos de fotocélula. Não levávamos outras câmeras, era tudo muito simples e rápido. Se o casamento fosse às 18h, chegávamos às 17h45 e às 20h já estávamos em casa. Terminava a cerimônia na igreja, íamos para a Esalq, fazíamos de dez a quinze fotos. Depois partíamos para a festa, que era sempre na casa dos noivos, na cozinha com aquele aperto de tanta gente tinha um bolo com um champagne. Mais dez a quinze fotos. Depois mais fotos dos presentes e ir embora para casa. Não tinha toda a preparação que temos nos dias atuais. Hoje evolui, até demais.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

Fora da Jetcolor qual foi o próximo passo?

Eu já quis montar o meu próprio negócio. Só que eu não tinha estrutura financeira. Pedi demissão, pois eles não queriam me mandar embora, ainda era útil para eles. Montei o Studio Classe A, isso em 1987 que ficava na casa da minha mãe. Era ilusório. Tinha uma cozinha, uma mesinha, mas não tinha como comprar os equipamentos.  Daí o pai do meu amigo Fábio Alcarde, o “Seo” Renato Alcarde, a quem sou muito grato, me levou para São Paulo. Disse-me que iria comprar os equipamentos para montar um estúdio junto com o seu filho. Eu não tinha condições de comprar. Minha câmera era uma Pratika TL5, que comprei do fotógrafo Olney Mendes. Eu era doido para pôr pilha na câmera e ver o fotômetro funcionar, que era de “palitinho”. Coloquei a pilha e não funcionou. Levei para consertar no Mário da Vila Rezende e ele me disse que a máquina não tinha nada por dentro, não havia fiação, era só uma caixa com obturador e diafragma. Quando eu disparava o obturador fazia um escândalo. Voltando para São Paulo, chegando lá fomos à rua Conselheiro Crispiniano, que era o sonho da maioria dos fotógrafos andar nesta rua onde tinha muitas lojas de fotografia. Durante a viagem no ônibus o “Seo” Renato me perguntou qual equipamento eu precisava. Na época a “máquina” era a Pentax K1000 que vinha com uma objetiva 50 mm. Também precisava de uma 28mm e um flash Frata. Para a minha surpresa, ele comprou duas K1000, dois flashes, duas bolsas, vários cabos, rádio-célula… Tudo o que eu precisava. Na volta eu parecia uma criança que acabou de ganhar um presente. Tudo novinho, na caixa, nada de Paraguai ou importado, tudo comprado na loja com nota fiscal. De volta em Piracicaba, o “Seo” Renato cedeu-nos uma sala em sua casa, comprou uma escrivaninha, foi na gráfica e fez contrato de casamento com auxilio de um advogado –  que uso até hoje – fez cartão de visita e nos disse: “Agora vocês vão ralar”. Aí começamos, eu e o Fábio a “ralar” na rua São José atrás do clube Palmeirão. Foi o início do Studio A. Tiramos o “Classe”, pois ficava muito grande o nome, Studio Classe A.

O início, ainda como Studio Classe A. © Foto: Arquivo/Claudio Franchi/Studio A

Mas era outra realidade. Quem iria nos contratar? Quem era Studio A? Aonde íamos “pegar” casamentos? Íamos aos cartórios e anotava o nome e endereço de cada noivo que iria se casar. Juntava tudo numa pasta, pegava a moto e ia aos endereços anotados bater na porta para oferecer o nosso serviço. Aqui que mora a Silvia? Aqui que mora o Paulo, que vai se casar? Apresentávamos o trabalho num álbum que levávamos embaixo do braço e mostrava para o (a) noivo (a). Algum casamento fechava, outro não. Mas vários noivos nos xingavam, pois eles davam endereço falso só para casar na igreja da Vila Rezende. O cidadão morava na Paulista e queria casar na Vila Rezende. Pegava qualquer endereço do mesmo bairro da igreja e colocava seu nome como morador. O real morador não agüentava mais atender tantos fotógrafos, pois além de nós, vários outros faziam esta prática. Trabalhamos por três anos neste esquema. Não tinha anúncio, guia de noivos e no jornal nem pensávamos, pois não tínhamos condições financeiras.  Dentro destas aventuras, pois íamos à noite fazer estas visitas, dois moleques, eu com 17 e ele com 16 anos, com uma moto sem carteira de habilitação, nos divertíamos, brincávamos e muitos davam risada da gente e não sabíamos o motivo. Quando fechava um casamento já subíamos na moto gastando o dinheiro, íamos ao shopping e um comprava uma blusa o outro uma calça… E assim era. Eu não tinha nada, nunca tive dinheiro.  O Fábio já era bem de vida. O pai dele sempre teve uma vida estável financeiramente. Para mim tudo era novo. Eu queria comprar, ter uma calça nova, um tênis, às vezes esquecíamos até das despesas relacionadas ao trabalho e gastávamos o dinheiro. Assim fomos trilhando.

Reportagem sobre o seu trabalho realizada em 1991. © Foto: Arquivo/Claudio Franchi/Studio A

Foram sócios até quando?

O “Seo” Renato hoje tem Alzheimer, mas continuo visitando-o. Gosto e devo muito da minha carreira a ele. Mas um dia ele chegou e disse: “Não quero esta vida para o Fábio”. Casamento você trabalha na sexta à noite, sábado à noite e ele gostaria que o Fábio fosse estudar. O que aconteceu e hoje ele é advogado. O pai dele rompeu a sociedade e me pediu para eu pagar da forma que eu pudesse o equipamento. Voltei para a casa da minha mãe. Assim comecei a trabalhar sozinho. Fui pagando o “Seo” Renato mensalmente. Foi em 1990. Trabalhar sozinho foi difícil, um sofrimento.  Eu não tinha mais o respaldo do Fábio e do seu pai. Fui emancipado com 14 anos, para eu poder abrir contas em banco e fazer movimentações financeiras. Daí comecei a correr atrás dos trabalhos sozinho. Já não tinha mais condução, apenas uma Vespa. Quando saía para fotografar o tempo tinha que estar legal. Às vezes eu entrava na igreja para fotografar um casamento e no final da cerimônia estava chovendo. Deixava a Vespa por lá e pegava carona com algum padrinho para ir à festa. Foi difícil, eu persisti mesmo! A instabilidade financeira era demais, pois além das minhas contas eu ajudava meus pais em casa. Vivi nesta labuta por oito anos, não conseguia me destacar no mercado. Eu queria “por a cabeça para fora”, mas não conseguia. Por vezes o trabalho não melhorava pela deficiência dos equipamentos. Lentes, flashes, cabos, tudo muito precário. Eu entrava tenso na igreja para fotografar um casamento. Tinha que torcer para o flash funcionar ou o cabo não quebrar. Algumas vezes pensei em desistir, mas nunca fui de estudar e ler. Sou uma pessoa que tudo que tenho vontade de fazer vou praticar. Admiro quem estuda e lê livros. Fiz apenas dois workshops em minha vida, pois não consigo ficar sentado e ouvir outra pessoa falar, não consigo. Se eu quero fazer uma foto, vou fazê-la do meu jeito.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

Voltando as dificuldades, montei uma loja na rua Treze de Maio com estúdio. Comprei um laboratório, um erro enorme, de filme colorido e dei a Vespa de troco. Quando chegou o laboratório já era obsoleto, a pessoa me vendeu de má fé aproveitando da minha inexperiência. No fim fiquei com aquele “elefante branco” que nunca revelei uma foto sequer. Dava para imprimir até 30x40cm neste lab. Tinha estufa, inclusive quem a comprou foi o Henrique Spavieri. Consegui vender as bombas para um cara que mexia com isto e nos tanques plantei flores. Neste endereço as coisas continuavam muito difíceis. Eu não tinha nem aparência para atender os clientes. Tinha vinte poucos anos e sempre estava de bermuda, tênis, camiseta e boné. Comprei um fusca e estava sempre com o som alto. Na época quem se destacava eram, no vídeo o Domenico, que tinha uma estrutura invejável. Ele parava em frente à igreja com o seu furgão e desciam quatro ou cinco funcionários, todos com coletes. O Domenico hoje é meu amigo, mas nesta época ele era arrogante, não olhava na cara de ninguém, mas era o “cara” do casamento. Na fotografia era, quem eu admiro e me orientou muito, o Wilson Ernesto, da Focaliza. Ele foi uma referência no meu trabalho. Sempre o cito em qualquer conversa de fotografia. Vou citar nomes aqui de quem me ajudou, quem não ajudou não citarei nem contra e nem a favor. Um dia o Wilson me perguntou se eu gostava de fotografar. Nós, fotógrafos, tínhamos um ponto de encontro que ficava na loja Zoom Bischof, na rua Governador Pedro de Toledo, em frente a Farmácia do Povo. Na segunda-feira ali era o “point” dos fotógrafos. Todos contando suas histórias com os trabalhos de final de semana. Um contava que o padrinho caiu, outro falava que a máquina quebrou. Num destes dias o Wilson me chamou e falou: “Para você melhorar a primeira coisa é mudar a sua postura. Se eu fosse um cliente e te visse vestido assim não te contrataria. Bermuda, boné e camiseta? Mude a sua postura. Tem que ter um carro bom também. Este seu carro não passa confiança, pois sempre o vejo sujo, já é velho também. Imagine o seu trabalho, o seu álbum?” Aí ele me disse que estava com uma casa no bairro Santa Cecília com cinco vagas para carro na garagem. A casa era de aluguel, mas quem pagava eram os noivos. Ele dizia que os clientes quando viam sua casa já imaginavam que ele era um bom profissional, só pela residência já sentiam confiança. Infelizmente as coisas são assim. O consumidor compra com o olho. Mas depois deste conselho mudei a minha filosofia. É difícil dizer que fui o percussor, talvez alguém fez antes, mas desconheço, eu que iniciei em Piracicaba montar sala para atendimento dos noivos em loja/estúdio. Na minha sala coloquei sanca de gesso, ar condicionado e aí me diferenciei. Tinha dois ambientes com pisos diferentes. A mesa ficava na sala de cima enquanto os clientes aguardavam na sala abaixo. Os clientes me visitavam e depois iam aos concorrentes. Um atendia no balcão da loja, outro na sala de sua casa com o cachorro latindo no quintal ou uma criança chorando. Automaticamente comecei a atender clientes de classe financeira melhor que investiam mais em seus casamentos. Agora eu estava fotografando no Eventus, que era vitrine para qualquer fotógrafo. Encontrei o caminho. Comecei a me produzir fotografava de terno e gravata, adesivei o carro e impus a minha marca. Tudo isso sem ter noção nenhuma de marketing, a vida foi me ensinado. Foi um período que eu tinha apenas um concorrente, que continua na ativa, o Sartorello. Ele é um fotógrafo muito bom, um excelente profissional. É técnico, conhece muito iluminação. Antes de eu “entrar” era ele e também o Buti que dominavam os trabalhos da elite. Até chegar o Cláudio e começar a incomodar, e ficamos pareados os três até que, modéstia a parte, me destaquei mais que os dois, porque fui sempre buscando coisas diferentes. Eu já escaneava fotos e imprimia em papel fotográfico, na foto pxb eu pintava os buquês com aquarela deixando-os coloridos, imprimia a foto em seda e assim fui me diferenciando. Assim me estruturei.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

Aí veio o digital.

No início eu desanimei. Saiu a Canon 10D e comprei. Acreditei ter feito o melhor negócio do mundo. Mas ela não dava retorno. Não sincronizava com o flash Metz. Usava o flash da Canon em sua sapata, mas a foto ou saía estourada ou fraca demais. Não tinha jeito, não havia condições de trabalho. Eu fazia o casamento com a digital de um lado e com filme no outro, fazia um pouco de cada. Quando eu mandava revelar as fotos digitais, pois se achava que era só descarregar e imprimir, as fotos vinham granuladas ou desfocadas. O foco não era preciso. As lentes não eram preparadas para as digitais. Pensei comigo, isso aí não vai “pegar” nunca! Tenho uma cultura que não abro mão de iluminação. Não consigo fotografar sozinho, sempre com equipe. O “meu” câmera três, foi treinado para trabalhar sem flash, ficam lindas estas fotos, mas eu não faço, não gosto de fotografar assim. Levo o meu auxiliar com um flash e jogo a luz onde quero. Um bom auxiliar é essencial, pois se ele não trabalha bem estraga sua foto. Sozinho você faz uma foto legal, mas com auxiliar se não souber posicioná-lo você não consegue um bom trabalho. Percebi no digital um fracasso, pois não dava para fotografar da forma como trabalho. Mas estavam em testes, pois logo começaram a chegar “os” equipamentos. Hoje “nem se fala”, você faz o que quer, dá até para brincar. Só que junto com a facilidade em fotografar veio mais trabalho. Com filme trabalhava eu e minha esposa. Hoje preciso de mais quatro pessoas. Um para tratar as fotos, um para editar, um para montar álbum, o meu servidor tem três HDs de 1,5 terabyte. Guardar estes arquivos não é fácil, pois adianta ter uma câmera de 21 megapixels e trabalhar em resolução menor? Trabalho com o melhor, se a extensão raw for o ideal, trabalho em raw. Mas sinto que o digital desvalorizou um pouco o fotógrafo profissional, pois hoje acreditam que todo mundo fotografa, pois todos têm uma câmera. O cara erra e já acerta na próxima. Granulou, está bonito! Na minha época com os filmes, pelo amor de Deus entregar uma foto fora de foco. Hoje é moda! Não a minha.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

Eu vi uma reportagem com o Evandro Rocha, gosto e acompanho o seu trabalho. Um dia ele postou em seu blog umas fotos de casamento granuladas, mas deixou claro que foi a pedido do noivo. É muita moda! Há dois anos todo mundo queria fotografia de casamento em estilo jornalismo. Hoje é editorial, que é pose. Everton Rosa que é um “baita” fotógrafo, o seu diferencial é a iluminação, que é o mesmo que busco. Colocar uma noiva em pé com as mãos cruzadas num fundo branco não vejo graça. Eu proporciono fotos com luz, avancei nesta técnica. Fui a uma feira de fotografia em São Paulo onde o expositor falou que o importante é a expressão, não é o foco e nem o enquadramento. Eu não acho. Para mim o importante é o foco, o enquadramento e a expressão. Como que o foco não é importante? Então vamos todos tirar fotos sem foco! Até entendo que o verdadeiro profissional consegue ver uma foto fora de foco e falar, “puta foto”. Mas tem muita foto que você fala, “que porcaria”, porque o cara errou mesmo o foco. Então essas coisas desvalorizam um pouco o fotógrafo. Imagina que você vai fotografar um casamento com filme? Pare e pense. Você tirar duzentas fotos e não sabe o que está saindo. Só na segunda-feira você vai ver o que você fez. Esses que trabalhavam assim eram fotógrafos! Um (flash Frata) “fratinha” em cima e uma máquina na mão. Quatro metros, põe cinco seis. Um metro e meio? Onze. Aí é fotógrafo. Agora pegar uma câmara digital colocar um flash TTL em cima… Não desmereço o digital. Acho lindo, facilitou, mas se você filtrar passa muita gente.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

Você aumentou sua estrutura, montou duas lojas com estúdio e reformou o seu escritório. Mesmo com esta facilidade do digital o mercado melhorou? Você se transformou em um empresário.

Eu sempre tive este objetivo de agregar junto ao casamento, loja e estúdio. Mas não tinha condições financeiras, pois não é barato ter e manter uma estrutura com loja e estúdio. Coloquei metas em minha vida e fui galgando. O primeiro objetivo era ter um espaço para trabalhar, um lugar para poder atender os meus clientes e não correr risco nenhum por causa de má condição financeira ou problemas de ter que devolver prédio sendo inquilino. Este foi o primeiro foco, que realizei. Comprei e fizemos uma reforma, pusemos o prédio no chão. A primeira etapa foi construir a minha sala no andar de cima, para ter este diferencial, lembrando o que aprendi com o Wilson Ernesto. O cliente tem que entrar aqui e dizer, “este é o lugar que vai ao meu casamento”.  Além de um trabalho bom, o cliente tem que se sentir confiante. Eu valorizo isto, além de apresentar um bom trabalho, mostrar uma boa estrutura física. Isso me faz bem. Houve uma época em que os móveis que tinha em meu estúdio eu não possuía na minha casa. A prioridade era aqui, a minha fonte de renda. A segunda etapa foi construir um estúdio. Todo mundo diz que tem estúdio. Isto aqui é um estúdio. Tem camarim, é climatizado com som ambiente, aqui o cliente fica à vontade. Quem está no andar de baixo não tem acesso ao andar de cima onde está o estúdio. Não só tenho o nome de estúdio como tenho “o” estúdio para atender um cliente de A a Z. Junto a tudo isto veio à necessidade de abrir outro negócio, porque só depender de casamento é complicado. Quando o movimento do casamento cai, financeiramente me afetava. Precisava de alternativa. Foi aí que montei o Kids. Comprei temas infantis personalizado, nada de montagens de photoshop em que fotografa a criança sentada e depois coloca no software. Decidi montar o Studio A Kids no Centro, na rua Moraes Barros. No endereço faço fotos para documentos, revelação e outros serviços relacionados à fotografia. Estamos com 1 ano e 7 meses. Estou muito feliz com o resultado. Dentro deste tempo, eu almejava algo mais no “meio” do Centro e aí montei outra loja igual a esta na rua XV de Novembro, entre a rua Governador Pedro de Toledo e a rua Benjamin Constant. A intenção era fechar a loja da rua Moraes e ir para lá, mas percebi que são públicos diferentes. Quem sobe a rua Moraes não desce a XV e vice e versa. Quem sobe a XV de Novembro geralmente saiu do Terminal Rodoviário e vai para o Centro fazer compras. Quem desce a Moraes Barros vem do outro lado da cidade e geralmente está de carro. O Studio A Kids da rua XV de Novembro se transformou em loja. Ali vendo pen drive, CD, câmera, GPS e montei estúdio. Virou uma cine-foto. Aqui onde estamos na rua Regente Feijó é outro público, é para a mãe que não quer ir até o Centro, prefere marcar hora e ter um atendimento personalizado. Aqui os clientes são as minhas noivas, que depois que ficam mães querem fotografar seus filhos comigo. Fidelizo meus clientes.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

Quais são suas referências na fotografia, além do já citado Wilson Ernesto?

Gosto do Evandro Rocha e Everton Rosa. Acompanho o trabalho deles apesar do Everton Rosa, hoje eu não o enquadrar como fotógrafo, mas, como posso dizer… Não um “marqueteiro”, um cara que dá cursos, palestras, workshops, que está focado em vender o seu produto. Recentemente o Evandro Rocha também deu um curso e eu não pude ir por falta de tempo em tirar passaporte, pois as aulas foram em Paris. Eu gostaria muito de ter ido para poder montar um portfólio com fotos de uma igreja de lá e também viver uma experiência nova de fotografar em outro país, sentir um clima diferente. O Evandro Rocha é uma pessoa muito humilde, ele põe as fotos em seu blog e mostra a abertura, velocidade, máquina, objetiva e como ele fez a foto. É fácil de encontrá-lo conversei várias vezes com ele por telefone. Está sempre pronto para te atender. Eu me identifico com ele porque sou assim, converso com todo mundo. Hoje não fotografo mais em cartório, pois a maioria dos meus trabalhos os noivos fazem o casamento civil junto da festa, mas eu adorava ir à porta do cartório conversar com o Barbosa, Bonifácio, Antonio Prezotto, passava horas ali. Terminava o meu casamento e ficava por lá conversando e dando risadas, aquilo era uma terapia. Às vezes chegavam uns fotógrafos com nariz empinado que não conversava com ninguém. Eu trato as pessoas da mesma forma que gostaria que me tratassem.

Você nunca pensou em migrar para outra área da fotografia?

Esqueci-me de contar, mas trabalhei no jornal Diário de Piracicaba. Foi quando eu saí da Jetcolor. Trabalhava à noite, entrava às 16h e saía às 22h. Mas era muito precário, o Diário estava perto de encerrar suas atividades. Uma das fotos que fiz foi de um incêndio em um prédio na Praça José Bonifácio, próximo a loja A Musical. Estava eu e um fotógrafo do Jornal de Piracicaba, que não me lembro quem era, e fui empolgado para fotografar, mas o capitão da polícia autorizou primeiro o fotógrafo do JP. O incêndio já tinha sido controlado e os bombeiros deram roupas e capacete especial antes dele fazer as fotos. Na minha vez viraram as costas e foram embora. Subi na raça. O pessoal não estava mais nem aí com o Diário, pois estava em seu fim. Fiquei seis meses no jornal.

Com quem trabalhou no Diário de Piracicaba?

Com o Wanderlei do Carmo, que é assessor do vereador João Manoel. Não me recordo se entrei no lugar do Alessandro Maschio ou ele entrou em minha vaga. Realizei uma vontade de trabalhar em jornal.

Em 2010, você realizou uma exposição com fotos da Corrida São Silvestre. Como foi produzir este trabalho?

Foi um convite do Projeto Ilumina que trabalha com portadores de câncer e preza a qualidade de vida. Fui fotografar os anônimos da corrida, cadeirantes, cegos e portadores de alguma deficiência física. O objetivo era mostrar que se a pessoa não tem uma perna, ela também pode participar da corrida com a sua cadeira de rodas ou prótese. Enfim, mostrar que estas pessoas podem ter também qualidade de vida. As fotos foram expostas no Shopping Piracicaba e Unimep. Este trabalho foi gratificante, um dos que marcaram a minha vida. Fotografar paisagem não é a minha “praia”. Eu não consigo fazer um trabalho artístico sem estar amarrado com o lado comercial. Fiz um cruzeiro com minha família que passava por Argentina e Uruguai e levei a minha câmera profissional com duas objetivas para poder fazer umas fotos “diferentes”. A minha mulher pediu para eu guardar o equipamento, pois eu estava estressado. Eu não conseguia relaxar para fazer uma simples foto, me sentia como se estivesse trabalhando. Não consigo andar com os dois juntos, “trabalho e lazer”. Agora comprei uma câmera compacta, uma Sony cor de rosa, que dei para a minha filha e virou a câmera oficial de viagem da família, melhor do que o celular.

Corrida São Silvestre 2009. © Claudio Franchi/Studio A

Você disse que o trabalho que realizou na Corrida São Silvestre te marcou. Tem outros momentos marcantes?

Tem sim. Foi uma campanha que fiz para o banco de leite do Hospital dos Servidores de Cana sobre amamentação. Fiz várias fotos e acabei recebendo um prêmio entregue pelo prefeito Barjas Negri pela iniciativa em incentivar a doação de leite. Muitas crianças necessitam, pois há mulheres que não produzem leite materno. Dentre as várias fotos, fiz de um recém nascido pré maturo. Ele cabia na palma da minha mão. O bebê estava muito debilitado. Foi impactante e emocionante ver a luta da mãe, que não saía ao lado do filho, por sua vida. Confesso que não acreditei que o bebê resistiria. Faz pouco tempo aquela mãe veio até o meu estúdio com o seu filho para buscar a foto que fiz no dia. Já faz três anos que o fotografei no hospital. O menino ficou com sequelas, mas está vivo. Eu com a minha esposa choramos depois que ele saiu do estúdio. Foi inacreditável vê-lo novamente e sentir o carinho especial que sua mãe dava a ele.

© Claudio Franchi/Studio A

Um momento inusitado.

Fotografei um golpe de casamento. Um rapaz veio para Piracicaba e começou a namorar uma moça evangélica, infiltrou-se na igreja, mas era um golpista. O negócio dele era casar-se com a menina e levá-la para morar com ele em Belo Horizonte. Por conta da distância ele pediu aos convidados que em vez de comprar presente, dar o valor em dinheiro. Abriu uma conta com a noiva em uma agência bancária e os amigos e convidados depositavam o dinheiro. Casou-se na Igreja Metodista, fez festa e foi até a Esalq tirar fotos. Tudo beleza, até o dia seguinte quando o rapaz acorda e diz a sua esposa que vai comprar pão para o café da manhã. Tchau, não voltou mais e levou todo o dinheiro. A noiva foi parar no hospital e precisou de psiquiatra. A polícia veio atrás de mim para pegar foto do rapaz e descobriu que o malandro tinha uma ficha de dez golpes como este.

A Esalq transformou-se em um tradicional ponto para fotos de casamentos. Já foi parada obrigatória por todos os fotógrafos, pois era exigência dos noivos e também houve época que fotografar ali era brega. O que este espaço representa ou representou em seu trabalho?

Meu número de inscrição ali é oitenta e quatro. Para fotografar na Esalq é preciso ser cadastrado. Fotografei muito ali e põe muito nisto. O local era sinônimo de fotografia de casamento. Fazia parte de qualquer casamento da cidade. Na Esalq foi onde me destaquei. Por quê? Porque foi o que frisei, eu gosto de iluminação. Eu cheguei a trabalhar com três foto-célula. A maioria das sessões era à noite e por lá via um concorrente sozinho. Eu sabia que ele ia fazer uma pinta branca num espaço preto. Não tinha como ser diferente. Filme de ASA 100, máquina e lente ruim, pois a grande maioria era desprovida de bom equipamento. Eu, como levava a minha equipe, colocava um ajudante iluminando o fundo, outro o vestido e quando revelava dava para ver tudo bem iluminado. Lá tinha uma palmeira ou coqueiro com as folhas amarradas formando um coração. O primeiro fotógrafo que chegasse lá já amarrava e facilitava para os outros. Mas cada um com a sua técnica. Eu fazia montagens, colocava a câmera em um tripé e fazia múltiplas exposições da noiva no “campão”. Vieram os filtros que encaixavam nas lentes. Tinha o paralelo que facilitava esta foto, pois quadruplicava a noiva. A famosa foto do lago eu fazia com a câmera no tripé, cabo propulsor e deixava a exposição com dez segundos. Ficava lindo. Painel dos noivos no lago eu vendi muito. Depois de um tempo o casamento não se encerrava mais na Esalq ou na casa dos noivos só para cortar o bolo, começou ficar comum as grandes festas.  Só que os noivos queriam ir primeiro na festa e só depois na Esalq. Foi então que os fotógrafos se movimentaram e exigiram que as fotos na Esalq tinham que ser feitas antes da festa, pois justificávamos que além do cansaço havia o risco de roubarem os equipamentos. Assim começou a diminuir os ensaios por lá, pois os noivos gastam uma grana com as festas e não querem perder um minuto da diversão. Já faz uns quatro anos que não vou à Esalq. Quando surgem fotos externas vou ao Engenho Central ou na Estação da Paulista, mesmo assim foi apenas uma vez que aconteceu neste último ano. É uma pena, pois hoje virou um perfil da noiva virar uma celebridade. Ela chega à festa e o cerimonial pega e a leva para um quartinho, aí anuncia a entrada da noiva. O fotógrafo parece um paparazzo, tem que ficar fotografando de longe, não é este o propósito de você fotografar um casamento. A noiva me pagou para eu a fotografar. Não me pagou para eu ficar correndo atrás dela e “pegar” alguns lances. Depois vem a cobrança. Hoje você tem que ter uma postura. Prefiro não executar alguns trabalhos para depois eu não ter problemas. Eu já aviso os noivos como eu trabalho e peço a eles avisarem o cerimonial. Não posso por em risco o meu trabalho, pois na segunda-feira o cerimonial não existe mais para os noivos e eu vou existir durante uns três ou quatro meses ainda. “E a minha foto com a vovó? E a foto com o meu pai?” Ah, mas o cerimonial disse para eu esperar. “Mas você que é o fotógrafo”. Hoje tenho o meu tempo. Sou amigo e parceiro de várias cerimonialistas, pois sabem como trabalho. Peço 20 minutos para o ensaio e que não fique do meu lado de braços cruzados, pois me atrapalha. Sou rápido e dinâmico nas sessões, não fico “cozinhando” a noiva.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

O que você não fotografou?

Futebol. Não fotografei e nunca tive vontade. Acho lindas as fotos que vejo nos jornais, mas não é para mim.

O que não fotografou, mas tem vontade?

Sonho em fotografar foto subaquática. Já pesquisei lugares e equipamentos, mas a correria do dia a dia ainda não me permitiu. Hoje estou administrando melhor o meu tempo. Tenho horas para entrar e sair do estúdio, pois vivia em função do trabalho. Tenho uma família para cuidar.

O que a fotografia representa em sua vida?

Além de representar a minha profissão é o suporte que dou para a minha família. Sou apaixonado por fotografia de casamento. Acho lindo foto de criança, de gestante, sei e gosto de fotografar, mas entreguei esta área para a Karla, minha esposa. Já o prazer que tenho em fotografar um casamento é inexplicável. Faço com muita responsabilidade, pode ser um mega casamento como o mais simples dos casamentos. Eu não escolho o meu cliente. Este prazer brotou pelo reconhecimento que as pessoas me dão. Chego a um casamento e é comum pessoas me virem e dizer que fotografei o seu casamento há quinze anos e as fotos continuam lindas. Isto para mim é gratificação. Eu não conseguiria continuar se eu tivesse algumas decepções com a fotografia. Um trabalho perdido, mal feito ou mal elogiado eu não suportaria, encerraria a minha carreira. Junto a isto vem a parte financeira que quero dar aos meus filhos. Realizei muitos sonhos. Compro bastante equipamento, às vezes sem necessidade, mas gosto é um prazer. Não saio preocupado se vai quebrar, sempre tenho outro. O dia que eu parar de fotografar casamentos, daqui uns quatro ou cinco anos ficarei muito triste. A minha mulher acredita que não paro.

© Foto: Claudio Franchi/Studio A

 Nesta sexta-feira, 27, às 19h45, assista a entrevista na TV Unimep no canal 13 da NET Piracicaba.

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Laboratório fotográfico da Unimep. © 2009. Fábio Mendes.

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Filipe Paes do Studio 47. Excelente fotógrafo especializado em eventos oferece curso para iniciantes e iniciados. Se tiver sem tempo, tem curso intensivo de apenas quatro dias. Para saber mais aqui.

Claudio Franchi do Studio A. Outro excelente fotógrafo de eventos, que está há mais de vinte anos clicando casamentos, oferece pela primeira vez curso de fotografia. Início para o próximo mês. Saiba mais aqui.

Carlos Mendes. Além de fotografar o meu xará de sobrenome está fazendo sucesso como professor. Inscrições abertas para novas turmas já neste mês. Confira aqui.

Agora não tem mais desculpas para fotos fora de foco hein!

Inté!

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Exposição “Qualidade de Vida, Transformando Vidas”

© Foto: Cláudio Franchi

© Foto: Cláudio Franchi

Até o dia 6 de fevereiro, acontece no Shopping Piracicaba a exposição fotográfica “Qualidade de Vida, Transformando Vidas”, do fotógrafo Cláudio Franchi, proprietário do Studio A. A proposta do trabalho foi retratar pessoas ‘comuns’ que participaram da tradicional Maratona Internacional de São Silvestre, que acontece todos os anos nas ruas de São Paulo. O convite para este projeto foi feito pelo médico Rodrigo Reis, que participa do Projeto Ilumina entidade atuante contra o câncer. Franchi aceitou o desafio e em uma semana decidiu pelo formato da exposição. “Fiquei muito feliz com o convite, pois o Rodrigo deixou tudo a meu critério, desde a escolha das imagens, a disposição e o tamanho”, comemora.

© Foto: Cláudio Franchi

© Foto: Cláudio Franchi

Quanto ao resultado, o fotógrafo afirma ter sido uma experiência gratificante. “Pude refletir um pouco sobre qualidade de vida, e também me serviu como um incentivo. Muitas vezes reclamamos por nada e com este trabalho pude comprovar que muitos portadores de deficiência tem uma alegria imensa em viver. Eles até teriam o direito de não estarem tão felizes assim, mas ali transmitiam uma energia enorme para os espectadores”, reflete Franchi. “Fiquei próximo de alguns personagens e ali pude ouvir algumas historias. Um havia viajado mais de 10 horas para participar da corrida, outro corria há mais de 10 anos. Já alguns, eu percebia que tinham uma vida sofrida, mas estavam ali vibrando com os amigos, mas amigos da São Silvestre, pois após a corrida talvez nunca mais os vissem”, explica.

O fotógrafo disse que voltará a fotografar a corrida, pois sente que faltou algo, até pelo fato de nunca ter participado deste evento. Por vezes, se via assistindo e esquecendo-se de clicar: “queria ver tudo”, finaliza.

© Foto: Cláudio Franchi

© Foto: Cláudio Franchi

A exposição está no corredor entre as lojas Polishop e Todo Poderoso.

Para conhecer mais o trabalho do Cláudio: http://studioafotodigital.com.br/home/flash.html
Projeto Ilumina: http://www.projetoilumina.com.br/historia.asp

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