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Pa Moreno

Show do lançamento CD da cantora Pa Moreno. Sesi Piracicaba, 20/11/2011.

Show da cantora Pa Moreno. Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

O guitarrista, Zé Rubens. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Zé Rubens. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

Pa Moreno no Sesi PIracicaba. ©2011. Fábio Mendes.

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O Som da Terra

"Belezo, belezo", Mendes Neto durante apresentação do programa, O Som da Terra.

“Belezo, belezo!” Trocando as últimas vogais, o locutor piracicabano Mendes Neto, brinca com a palavra beleza e agradece mais uma apresentação musical, no palco do Sesi Piracicaba. Todos os domingos, às 10h, junto ao companheiro Samaritano, eles comandam O Som da Terra, transmitido ao vivo pela Rádio Educadora AM 1060 até as 12h. O programa está no ar há 13 anos no Sesi e conta com um público fiel de aproximadamente 50 pessoas. “Entre o público que participa todos os domingos mais os curiosos que vem para conferir, estipulo uma média de cem pessoas por domingo”, arrisca Mendes Neto.

O público confere a apresentação da dupla, Gilson e Oliveira.

Em julho de 2007, Mendes Neto se transformou em apresentador do programa. Substituiu seu ex-companheiro de dupla sertaneja, Moacir Bombo – que foi o idealizador do programa – falecido no mesmo ano. Apaixonado pela música caipira desde seus 17 anos, após ouvir a dupla sertaneja Zilo e Zalo, decidiu transformar-se em cantor e montar a sua própria dupla. “Aprendi tocar violão só em ver os outros tocarem” diz com orgulho o apresentador, “o pouco que sei aprendi assim”. Junto com Diógenes Bottene, surge a dupla, Benito (Mendes Neto) e Carrilho (Diógenes). Dupla que durou 11 anos. Após a separação, em meados da década de 80, Mendes Neto cantou com Marcelito e dez anos depois encontrou Moacir Bombo, onde cantaram até 2007. Mas foi com Carrilho que ganhou elogios de Craveiro, da famosa dupla, Craveiro e Cravinho, que na época chegou a dizer que Benito e Carrilho era papel carbono de Jacó e Jacozinho. Essa afirmação antecede a popularização do Xerox. “Ficamos em quarto lugar durante um festival na cidade. Apresentamos uma música de minha autoria. Havia 86 duplas participando. Pena que só os dois primeiros colocados ganhariam o prêmio de poder gravar um disco”, relembra Mendes.

Diz que é uma grande satisfação com 65 anos de idade, atuar com a música sertaneja. O programa é o único na cidade com esse formato, ao vivo mais plateia. “Aqui se descobre quem tem talento ao subir no placo”, afirma o apresentador. O único ponto desagradável é quando, por motivos técnicos, a transmissão não vai ao ar. “Há duplas que vem de outra cidade e avisa aos amigos para os ouvirem no rádio, já que a transmissão cobre toda a região de Piracicaba”, finaliza Mendes Neto.

Joel e Donizete, que participam frequentemente do programa, ensaiam antes de subirem ao palco.

Já o matonense Adair Doniani, conhecido como Samaritano, 59 anos, apresenta o programa há 18 anos. Desde quando as gravações aconteciam no palco do Sesc Piracicaba. Samaritano forma dupla com o cantor Galileu onde tem três discos gravados e são bastantes conhecidos pelo público sertanejo.  Veio para Piracicaba em 1982 e por aqui fincou suas raízes. Nos intervalos das apresentações musicais, Samaritano junto ao companheiro do programa Mendes Neto, divulgam os nomes dos patrocinadores em forma de propaganda. E ao final do programa, já fora do ar, sorteiam brindes e alimentos para o público presente.

O apresentador Samaritano passeia pelo ambiente para conferir a qualidade do som.

Mas não é só “moda de viola” que é feito o programa de duas horas. Na primeira hora o que se ouve é o autêntico cururu. Acompanhado pelo violeiro Milo da Viola, os trovadores soltam suas cantorias rimadas com histórias bíblicas ou com muito humor, brincando os versos para algum amigo da plateia. Agenor Aparecido Corrêa, o Milo da Viola, acompanha os trovadores com sua viola em parceria do seu neto Kevin – também na viola – e o Mingo do Pandeiro, com seu afinado pandeiro. Milo, que já viajou pelo Brasil para divulgar o cururu, toca sua viola há 50 anos. Acompanhou grandes nomes do cururu, como: Nhô Serra, Pedro Chiquito, Zico Moreira, Horácio Neto, Jonata Neto, Abel Bueno, entre outros. Milo atualmente faz parte do trio, Milo, Sônia e Netinho, que são esposa e neto. Com dois CDs gravados, apresentam-se todos os domingos no Som da Terra e em uma lanchonete no bairro da Paulista.

Milo da Viola acompanhado de sua esposa Sônia e Kevin - seu neto - ao fundo, durante apresentação.

“Não somos repentistas, somos trovadores”. Essa afirmação é de Antonio dos Santos Filho, mais conhecido como Bandeirante. Com 75 anos, natural de Rio das Pedras, canta desde seus 20 anos. Bandeirante conta que o cururu nasceu com os padres franceses, que vinham ao Brasil, na época da colonização, como missionários em nome do catolicismo europeu. “Nessa época não havia a cultura dos repentistas. Isso veio muito tempo depois”, diz o trovador. Cantando passagens bíblicas, os Bandeirantes, como eram conhecidos os exploradores dos rincões do Brasil, aprenderam e adaptaram as trovas dos padres. E assim iam cantando pelas margens do Rio Tietê esparramando as músicas nas paradas e passagens pelos caminhos explorados.

O trovador Bandeirante canta seus versos.

O piracicabano Dirceu José Chiodi, de 68 anos, canta desde o ano de 1957. “Foi no bairro Campestre que tudo começou”, relembra Chiodi, “todos os sábados eu cantava no Bar do Toninho Arthur”. Na estréia como cantor, Dirceu Chiodi conta que precisou beber pinga para acalmar os nervos. Em seus versos gosta de falar sobre, histórias da bíblia, santos católicos e do Brasil. Além da paixão pelo cururu, Chiodi adora futebol. Torcedor do XV de Piracicaba e do clube paulista Palmeiras, pela sua descendência italiana, também atuou como jogador no futebol amador da cidade. Voltando a música o trovador diz que canta por que gosta. “Com o cururu ganhei em 1996 o Torneio Folclore. Também me apresentei na televisão pela EPTV Campinas, TV Bandeirantes e Canal Futura, sempre para contar a vida dos caipiras”, encerra Chiodi que organiza os cururueiros no programa, convidando-os para as cantorias.

O cururueiro Dirceu Chiodi, canta suas histórias.

Quem organiza as duplas sertanejas é o produtor, Reinaldo Messias Garcia Leal. Acompanha o programa há 12 anos. “Ajudo na organização das duplas a três anos”, explica Leal, “aqui todos cantam”. Quando tem vários músicos para se apresentar, o produtor permite que toquem apenas uma música para dar tempo a todos cantarem. “Tem domingo que vem poucos cantores, aí permito que se apresentem várias vezes”, diz Leal que faz a produção do programa de forma voluntária.

O produtor Reinaldo Leal prepara mais um músico no palco.

A parte técnica é comandada pelo técnico de som, José Carlos Medeiros. Analista de sistema e tecladista, o piracicabano de 58 anos trabalha no programa há 17 anos. “Recebi o convite do Moacir Bombo e desde então venho todos os domingos”, diz Medeiros, que é o único remunerado do programa.

Concentrado, José Carlos Medeiros ajusta o som dos músicos que estão no palco.

Na plateia, formada em sua maioria por pessoas acima dos quarenta anos, quase todos os domingos o professor e engenheiro agrônomo, José Branco de Miranda Filho vem prestigiar o cururu de quem é fã do estilo musical. Natural de Jaboticabal, Zé Branco, como é conhecido pelos amigos do programa, conta com 66 anos de idade. “Meu pai foi violeiro quando morava em Pirassununga-SP”, recorda Zé Branco, “mas o que sempre me atraiu e ainda hoje me atrai é o cururu”. Para ele: “Precisa melhorar o cururu, mas as músicas que ouvi hoje no programa já valeram a minha vida”, finaliza.

Na plateia, José Branco com o cantor de cururu, Luiz Valério à sua direita.

A freqüentadora mais antiga da plateia é a Maria Francisca de Mattos Narcizo. Há 14 anos faz parte do público do O Som da Terra. “Só não venho por doença”, fala com alegria Maria Francisca. Viúva há 25 anos está com 74 anos de idade e tem sete filhos. Ouve música sertaneja desde seus oito anos de idade. Diz com orgulho que estudou o primário com o cantor de cururu, Moacir Siqueira. “Quando chego ao programa faço questão de cumprimentar, com beijos e abraços, todos os amigos”, diz Maria. Para ela a música sertaneja lhe traz lembranças e saudades dos pais. “Uma das músicas que mais gosto é Sete Palavras, da dupla, Pedro Bento e Zé da Estrada, pois me traz lembranças carinhosas do meu passado” finaliza emocionada Maria Francisca.

Todos os domingos Maria Francisca comparece para aplaudir os músicos.

E assim mais um domingo com muito cururu e música sertaneja acontece na cidade do Lugar Onde o Peixe Para. Transmitido por ondas radiofônicas alcança toda a região ao redor cidade. O programa é mantido pelos patrocinadores que pagam a transmissão da rádio e amigos que levam brindes e alimentos para serem sorteados ao final do programa. Uma parte da população que mora em torno do Sesi, no bairro Mário Dedini, é formado por gente com poucos recursos financeiros. Uma pequena cesta básica sorteada pode garantir o “almoço de domingo” de uma família. Geralmente quando o contemplado no sorteio ganha alimento, no mesmo instante é doado para algum morador ansioso pelos brindes. O Som da Terra com poucos recursos em duas horas de programação valoriza a cultura caipira e a cidadania. Dois momentos raros na grande mídia.

Brindes e alimentos são sorteados ao final do programa.

Nota: No dia 13.05.2011 faleceu por problemas no coração, o trovador Bandeirante.

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Concretos e abstratos de Tanda Melo

Olá, caros!

Em visita ao Sesi nesse último domingo, 3 de abril, me deparei com uma exposição fotográfica bem bacana. Concretos e abstratos de Tanda Melo. Repórter fotográfica no Vale do Paraíba, o que ela expõe são grandes impressões em preto e branco de formas, texturas e sombras. Recortes de objetos, pessoas e ambientes com bom gosto e técnica apurada. Vale à pena conferir.

O que também me chamou a atenção é que essa exposição faz parte de um projeto do Sesi chamado Ações Culturais Itinerantes. Dentro de um edital-convite o artista selecionado tem a sua obra exposta e viaja para todos as unidades do Sesi. Procurei informações no site da instituição, mas nada encontrei. Entrei em contato via site e quando tiver informações sobre o edital, aviso aqui.

Exposição Concretos e abstratos de Tanda Melo no Sesi Piracicaba. Visitação de terça-feira a domingo, das 14h às 20h, até 15 de abril. Entrada gratuita.

Concretos e abstratos de Tanda Melo. ©2011. Fábio Mendes.

Concretos e abstratos de Tanda Melo. ©2011. Fábio Mendes.

Concretos e abstratos de Tanda Melo. ©2011. Fábio Mendes.

Concretos e abstratos de Tanda Melo. ©2011. Fábio Mendes.

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